Caros,

Queria pontuar algo sobre as colocações do Prof. Rodrigo. Sentenças em 
linguagem natural muitas vezes admitem diversas formalizações. O que o prof. 
está argumentando é que a formalização escolhida pelo rábula gera uma teoria 
inconsistente, mas que uma interpretação alternativa é consitente.

O problema é que a escolha das sentenças, em oposição ao caso em que o réu diz 
algo sobre ser inocente se estiver dizendo a verdade—a escolha das sentenças 
foi do juiz. Nesse caso, a interpretação escolhida deve, de acordo com o código 
penal, ser “a mais benéfica ao réu” [1]. O fato do rábula ter sido executado é 
verdadeiro mas está em contradição com o (nosso) código penal.

A falha de raciocínio do rábula, no caso, é de acreditar que as leis seriam 
seguidas. Ou seja, que o que deve ser será.

Sei que o argumento não é propriamente lógico, mas parece que a real questão é 
uma de como interpretar a linguagem natural – essencialmente pré-lógica.

[1]. Não sou jurista, então não acreditem em mim. Mas já ouvi falar desse 
princípio e pesquisando rapidamente encontrei o seguinte: 
https://tj-ro.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/753877788/apelacao-apl-17002120168220015-ro-0001700-2120168220015?ref=serp


Abs.

--
Juan F. Meleiro
> Em 24 de mar de 2020 21:32 -0300, Andrea Loparic <[email protected]>, 
> escreveu:
> Muito legal, Rodrigo!
> Eu estou sem poder hoje, mas amanã vou sentar e seguir
> passo a passo sua dedução.
> Valeu!!
>
>
> --
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Em ter., 24 de mar. de 2020 às 20:13, Antonio Marmo <[email protected]> 
escreveu:
> Caro Rodrigo,
>
> Obrigado pela sua resposta.
> Entendi agora qual é o caminho que você está vendo.
> >
> > Como há mais pessoas lendo essa discussão, se me permite, vou apenas dizer 
> > algo sobre a literatura: esse problema do enforcado apareceu, conforme já 
> > disse a professora Andreia, num livro de Quine, cujo título é “Ways of 
> > Paradox”. No primeiro capítulo desse livro, Quine faz uma exposição da 
> > distinção entre falácia e paradoxo. No segundo capítulo, páginas 21 a 23, 
> > ele aborda esse problema dando a entender que não é um paradoxo de verdade, 
> > mas apenas um caso de um sujeito que raciocinou errado sobre uma 
> > proposição. Vale a pena ler o livro só por esses dois capítulos.
> >
> >
> > On 24 Mar 2020, at 19:35, Rodrigo Freire <[email protected]> wrote:
> >
> > Não é a lógica (modal) que é inconsistente, é a teoria modal em que o 
> > rábula raciocina. Vamos analisar esse raciocínio para tentar esclarecer.
> >
> > Seja K o operador de conhecimento de véspera, ~ o operador de negação, p1 a 
> > proposição que diz que o enforcamento será na segunda, ..., p5 a proposição 
> > que diz que o enforcamento será na sexta.
> >
> > O rábula admite como axiomas
> >
> > A: (p1 e ~K(p1)) ou ... ou (p5 e ~K(p5)). [a interpretação dele da sentença]
> >
> >
> > B1: p1 implica ~p2 e ... e ~p5
> >  .
> >  .
> >  .
> > B5: p5 implica ~p1 e ... e ~p4
> >
> > C: p5 implica K(p5)
> >
> > D: K(~p5) implica (p4 implica K(p4))
> >
> > E: (K(~p5) e K(~p4)) implica (p3 implica K(p3))
> >
> > F: (K(~p5) e K(~p4) e K(~p3)) implica (p2 implica K(p2))
> >
> > G: (K(~p5) e K(~p4) e K(~p3) e K(~p2)) implica (p1 implica K(p1))
> >
> > Agora o raciocínio:
> >
> > - A partir de C, de B5 e de A, conclui-se ~p5. Da necessitação, que o 
> > rábula assume pois o que ele deduz ele considera como conhecimento de 
> > véspera, K(~p5).
> >
> > - A partir de K(~p5), de B4, de D e de A, conclui-se ~p4. Da necessitação, 
> > que o rábula assume pois o que ele deduz ele considera como conhecimento de 
> > véspera, K(~p4).
> >
> > - A partir de K(~p5), K(~p4), de B3, de E e de A, conclui-se ~p3. Da 
> > necessitação, que o rábula assume pois o que ele deduz ele considera como 
> > conhecimento de véspera, K(~p3).
> >
> > - A partir de K(~p5), K(~p4), K(~p3), de B2, de F e de A, conclui-se ~p2. 
> > Da necessitação, que o rábula assume pois o que ele deduz ele considera 
> > como conhecimento de véspera, K(~p2).
> >
> > - A partir de K(~p5), K(~p4), K(~p3), K(~p2), de B1, de G e de A, 
> > conclui-se ~p1.
> >
> > - A partir de ~p5, ~p4, ~p3, ~p2, ~p1 e de A, conclui-se bottom.
> >
> > Abraço
> >
> >
> >
> >
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On Tue, Mar 24, 2020 at 6:54 PM Andrea Loparic <[email protected]> wrote:
> Ah, tá. Eu não tinha entendido sua primeira msg.
> Também acho que o furo do rábula tem a ver com "saber" e
> que já a eliminação do último dia não se sustenta, ou seja, o
> "se eu fosse morrer no sábado, eu saberia na sexta que
> ia morrer no sábado" é falso e ele não poderia impugnar
> a sentença na sexta dizendo algo como "eu não vou morrer
> amanhã pois eu estou sabendo hoje que vocês vão me matar
> amanhã"...
>
>
Em ter., 24 de mar. de 2020 às 18:27, Rodrigo Freire <[email protected]> 
escreveu:
> A sentença do rei é mais que sustentável, ela de fato ocorre, não é?
> O raciocínio do rábula não é sustentável, como não são alguns raciocínios que 
> contém a noção metalinguística de "verdade" na linguagem objeto. Ele poderia, 
> por exemplo, dizer ao rei: "se o que estou a dizer é verdade, então sou 
> inocente". O rei teria que concluir que essa frase é verdadeira, portanto que 
> o rábula é inocente. É essa analogia que faço.
> No caso em questão, o raciocínio contém a noção metalinguística de "saber" na 
> linguagem objeto.
> Meu ponto é que isso gera um sistema inconsistente, como a inclusão da noção 
> metalinguística de "verdade" na linguagem objeto.
>
>
>
>
> > On Tue, Mar 24, 2020 at 6:14 PM Andrea Loparic <[email protected]> wrote:
> > > Então não entendi sua posição antes.  Deixe ver agora:
> > > Na sua opinião, a sentença do rei é sustentável e
> > > é o raciocínio do rábula que não é?
> > > E você estava mostrando por que a argumentação do
> > > rábula está furada, é isso?
> > >
> > > Livre de vírus. www.avast.com.
> > >
> > > > Em ter., 24 de mar. de 2020 às 17:50, Antonio Marmo 
> > > > <[email protected]> escreveu:
> > > > > Pois é preciso dizer antes em quais termos se coloca o problema para 
> > > > > pensar a solução. Ainda assim, isto não garante que alguém não o 
> > > > > resolva pensando “fora da caixa”.
> > > > >
> > > > > A lenda do nó górdio é um exemplo óbvio. Alexandre o Grande teria 
> > > > > sido o único que resolveu o problema passando a espada, ao passo que 
> > > > > todos antes dele pressupuseram que a proposta era desfazer o nó sem 
> > > > > partir a corda.
> > > > >
> > > > > Voltando ao problema específico: as Cortes de Lisboa determinam que 
> > > > > El-rei D. João VI deve voltar à Lisboa. O monarca responde: “um dia 
> > > > > eu volto, hoje não.” Como vamos analisar o problema? Usando alguma 
> > > > > lógica epistêmica conhecida, como T ou D? Usando da simples lógica 
> > > > > proposicional clássica? Ou vamos observar como as pessoas 
> > > > > intuitivamente reagem ao problema?
> > > > >
> > > > > No caso do exemplo histórico, os deputados portugueses não se 
> > > > > surpreenderam com o retorno de D. João VI quando aconteceu. Na 
> > > > > verdade, ao ouvirem dele que regressaria algum dia, mas sem uma data 
> > > > > marcada, entenderam que ele não regressaria e o pressionaram até que 
> > > > > anunciasse sua partida do Rio de Janeiro. Qual era a lógica que guiou 
> > > > > a intuição política nesse caso? Houve uma lógica nisso?
> > > > >
> > > > > Por isso é que questões em lógica não se limitam à parte técnica. Não 
> > > > > existe a técnica sem a indispensável reflexão filosófica. É no bojo 
> > > > > dela que os problemas se formulam. Obviamente, admitimos que ad 
> > > > > soluções quando nos chegam podem estar fora da caixa, mas neste caso 
> > > > > é outrossim necessário ter ciência de que a reflexão se deslocou para 
> > > > > outros termos. Só com a reflexão clara entendemos direito o que 
> > > > > significam os problemas e as soluções propostas.
> > > > >
> > > > > Most problems of teaching are not problems of growth but helping 
> > > > > cultivate growth. As far as I know, and this is only from personal 
> > > > > experience in teaching, I think about ninety percent of the problem 
> > > > > in teaching, or maybe ninety-eight percent, is just to help the 
> > > > > students get interested.
> > > > > Noam Chomsky
> > > > >
> > > > > > On 24 Mar 2020, at 16:48, Rodrigo Freire <[email protected]> 
> > > > > > wrote:
> > > > > >
> > > > > > Ao contrário, discordo do raciocínio do rábula. O rábula raciocina 
> > > > > > em um sistema que usa o raciocínio do rábula (o próprio sistema, 
> > > > > > portanto) na linguagem objeto. Esse sistema é contraditório, dele 
> > > > > > qualquer coisa se segue. Não se pode usar esse sistema.
> > > > > >
> > > > > > > On Tue, Mar 24, 2020 at 4:08 PM Andrea Loparic 
> > > > > > > <[email protected]> wrote:
> > > > > > > > Bem o que você está dizendo é que o probema tradicional é um
> > > > > > > > falso problema, ou seja, que a sentença não tem modelo. Você
> > > > > > > > concorda então com o rábula! E seria contraditado na terça
> > > > > > > > feira, quando fosse surpreendido pela chegada do carrasco
> > > > > > > > pra te buscar as 5:50 !
> > > > > > > >
> > > > > > > > Livre de vírus. www.avast.com.
> > > > > > > >
> > > > > > > > > Em ter., 24 de mar. de 2020 às 15:48, Rodrigo Freire 
> > > > > > > > > <[email protected]> escreveu:
> > > > > > > > > > Oi Andrea,
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > Sim, meu ponto é que a teoria epistêmica resultante não é 
> > > > > > > > > > confiável (se formalizada será contraditória). Por isso 
> > > > > > > > > > sugiro que "não saberá de véspera" não deve ser 
> > > > > > > > > > interpretada como uma nova informação e internalizada 
> > > > > > > > > > através de uma linguagem epistêmica, mas apenas como a 
> > > > > > > > > > metainformação "sem mais informações". O problema se 
> > > > > > > > > > dissolve se interpretado desse modo.
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > Abraço
> > > > > > > > > > Rodrigo
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > On Tue, Mar 24, 2020 at 3:39 PM Andrea Loparic 
> > > > > > > > > > > <[email protected]> wrote:
> > > > > > > > > > > > Oi Rodrigo,
> > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > Assim formulado, o problema é outro. O problema 
> > > > > > > > > > > > tradicional é uma questão
> > > > > > > > > > > > de lógica epistêmica. O não poder saber de véspera é 
> > > > > > > > > > > > parte da sentença
> > > > > > > > > > > > do problema tradicional. Eu não estou nesse momento 
> > > > > > > > > > > > podendo pegar meu
> > > > > > > > > > > > exemplar do "The ways of Paradox" do Quine, onde ele 
> > > > > > > > > > > > expõe o problema e
> > > > > > > > > > > > a solução que ele dá; se você ou algum colega tiver à 
> > > > > > > > > > > > mão esse livro, peço
> > > > > > > > > > > > que copie aqui a formulação que lá aparece.
> > > > > > > > > > > > Abraços,
> > > > > > > > > > > > Andréa
> > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > Livre de vírus. www.avast.com.
> > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > Em ter., 24 de mar. de 2020 às 11:15, Rodrigo Freire 
> > > > > > > > > > > > > <[email protected]> escreveu:
> > > > > > > > > > > > > > Olá Andrea. A formulação da prova surpresa é mais 
> > > > > > > > > > > > > > familiar para mim.
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > A sentença poderia ser reformulada com o axioma:
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > *Você será enforcado na segunda ou na terça ou na 
> > > > > > > > > > > > > > quarta ou na quinta ou na sexta.*
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > Essa é a única informação da sentença. O resto tem 
> > > > > > > > > > > > > > o efeito de "sem mais informações" e é melhor 
> > > > > > > > > > > > > > entendida como uma frase da metalinguagem (sobre o 
> > > > > > > > > > > > > > sistema de informações, não como uma informação 
> > > > > > > > > > > > > > adicional). Uma incorporação do "sem mais 
> > > > > > > > > > > > > > informações" como uma informação positiva não gera 
> > > > > > > > > > > > > > um sistema confiável.
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > A interpretação que o rábula faz da sua sentença de 
> > > > > > > > > > > > > > morte incorpora em seu sistema de justificação a 
> > > > > > > > > > > > > > parte prescreve o que ele não saberá. Ou seja, ele 
> > > > > > > > > > > > > > interpreta, com ajuda da má formulação da sentença, 
> > > > > > > > > > > > > > uma ausência de informação como informação positiva.
> > > > > > > > > > > > > > Esse movimento incorpora na lógica do rábula uma 
> > > > > > > > > > > > > > modalidade metalinguística. O sistema resultante de 
> > > > > > > > > > > > > > justificação do rábula é baseado na própria noção 
> > > > > > > > > > > > > > de justificação que o sistema tenta capturar. Esse 
> > > > > > > > > > > > > > é um tipo de planificação da 
> > > > > > > > > > > > > > linguagem/metalinguagem é problemática e não gera 
> > > > > > > > > > > > > > um sistema dedutivo confiável. De qualquer modo, 
> > > > > > > > > > > > > > uma formalização simples desse sistema em logica 
> > > > > > > > > > > > > > modal resulta inconsistente.
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > É assim que vejo o problema.
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > Abraço
> > > > > > > > > > > > > > Rodrigo
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > On Mon, Mar 23, 2020 at 4:26 PM Andrea Loparic 
> > > > > > > > > > > > > > > <[email protected]> wrote:
> > > > > > > > > > > > > > > > Que tal nos divertirmos com probleminhas 
> > > > > > > > > > > > > > > > interessantes nesse tempo de quarentena? Por 
> > > > > > > > > > > > > > > > exemplo, quem de vocês já passou horas 
> > > > > > > > > > > > > > > > quebrando a cuca com o chamado"paradoxo do 
> > > > > > > > > > > > > > > > enforcado"?  E quem acha que chegou a uma 
> > > > > > > > > > > > > > > > solução do mesmo?
> > > > > > > > > > > > > > > > Para quem não conhece ou não se lembra, lá vai 
> > > > > > > > > > > > > > > > o enunciado (à minha moda):
> > > > > > > > > > > > > > > > ====================================================================
> > > > > > > > > > > > > > > >      Num reino distante, um rábula que ousara 
> > > > > > > > > > > > > > > > chamar o rei de "infame"
> > > > > > > > > > > > > > > >      recebeu do rei a seguinte sentença 
> > > > > > > > > > > > > > > > condenatória:
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > >           "Você será enforcado às 6 da manhã de 
> > > > > > > > > > > > > > > > um dia, entre segunda e
> > > > > > > > > > > > > > > >           sábado da próximo semana,  mas só 
> > > > > > > > > > > > > > > > saberá qual deles às 5:50 do
> > > > > > > > > > > > > > > >           próprio dia. quando o carrasco virá 
> > > > > > > > > > > > > > > > buscá-lo para a execução."
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > >      O rábula então pensou com seus botões:
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > >           "Essa sentença não pode ser 
> > > > > > > > > > > > > > > > integralmente cumprida! Pois sendo o
> > > > > > > > > > > > > > > >           sábado o último dia da próxima 
> > > > > > > > > > > > > > > > semana, ele está excluido, uma vez
> > > > > > > > > > > > > > > >           que como o carrasco não tivesse 
> > > > > > > > > > > > > > > > aparecido na sexta feira as 5:50,
> > > > > > > > > > > > > > > >           a partir desse momento eu ia ficar 
> > > > > > > > > > > > > > > > sabendo que seria executado no
> > > > > > > > > > > > > > > >           dia seguinte. Mas, como o sábado fica 
> > > > > > > > > > > > > > > > excluido, o mesmo raciocínio
> > > > > > > > > > > > > > > >           vale para a sexta, que fica sendo o 
> > > > > > > > > > > > > > > > último dia, assim na quinta às
> > > > > > > > > > > > > > > >           5:50, eu já ia ficar sabendo.  E 
> > > > > > > > > > > > > > > > assim por diante, podemos ir
> > > > > > > > > > > > > > > >           eliminando cada um dos dias da mesma 
> > > > > > > > > > > > > > > > forma, portanto a  sentença
> > > > > > > > > > > > > > > >           não poderá ser integralmente 
> > > > > > > > > > > > > > > > cumprida.  Ora, pelo paragrafo único
> > > > > > > > > > > > > > > >           do artigo sexto do nosso Código 
> > > > > > > > > > > > > > > > Penal,  uma sentença que não pode
> > > > > > > > > > > > > > > >           ser  literalmente cumprida é nula de 
> > > > > > > > > > > > > > > > direito. Assim, posso ficar
> > > > > > > > > > > > > > > >           tranquilo que não vou ser executado. "
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > >      E assim ficou o rábula até as 5:50 da 
> > > > > > > > > > > > > > > > terça feira, quando o carrasco apareceu para 
> > > > > > > > > > > > > > > > conduzi-lo à forca.
> > > > > > > > > > > > > > > > ==================================================================
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > > Aguardo comentários tranquilos e intranquilos!!!
> > > > > > > > > > > > > > > > Beijos (virtuais, é claro!)
> > > > > > > > > > > > > > > >
> > > > > > > > > > > > > > > > Andréa (Antes confinada que só finada)
> > > > > > > > > > > > > > > >
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