Caros A visão de Cassiano é intrigante. Claramente meu modo de percepção do filme é diferente. Paciência. O que seria do mundo se todos pensassem da mesma maneira? Aí sim a vida seria uma película chata de doer.
Se houver interesse do grupo, posso intermediar uma troca de ideias entre os críticos (Walter, Eduardo, Cassiano e demais interessados) e o diretor, Fernando Severo. Ele é um diretor e montador que tem uma visão sobre cinema. Talvez isso rendesse algo interessante. Adonai Em segunda-feira, 16 de dezembro de 2019 08:50:26 UTC-3, Cassiano Terra Rodrigues escreveu: > > Colegas, sobre o filme, perdoem-me o pitaco. Deixo aqui meus 2%. > Eu discordo veementemente do q falou o colega Adonai, a quem admiro muito, > aliás, mas com quem não partilho algumas ideias sobre o filme e sobre > ciência e cinema. > Poucas atividades artísticas são tão investigativas qto fazer um filme. Se > o objetivo não é exatamente o mesmo da atividade científica, no entanto o > modo coletivo de produção e as decisões de manipulação experimental > envolvidas no processo de filmagem e decupagem be aproximam ciência e > cinema. Além disso, esse filme não será visto pelo grande público, seja por > razões comerciais ou de qsq outras ordens. A questão (como para qualquer > outro filme) é já foi visto por alguém, não quem ou qtos o viram. E mesmo q > num mundo imaginário fosse visto por um "grande público" (seja lá o q > quiser dizer essa expressão), em q isso impediria o filme de usar > diagramas, fórmulas ou qsq outros recursos audiovisuais q não a mera > filmagem fotonovelística q o filme usa em praticamente 100% do tempo? Não > estarei o grande público interessado em diagramas ou fórmulas? Pq? Não > seriam as fórmulas e diagramas, as demonstrações matemáticas ou conceitos > como quase verdade e explosão compreensíveis ao tal grande público? Pq? > Acho eu, humildemente, q qq público estaria interessado nessas coisas e q > poderia compreendê-las, seja por via de um filme, de uma aula ou de > conversas e leituras. Em princípio, tanto na vida como no cinema (q faz > parte da vida). Seria mais difícil fazer um filme assim? É impossível > dizer. Só o diretor pode responder por si, outros realizadores teriam > respostas diferentes. > Agora, com relação ao filme em si, o fato do prof Newton ter gostado ou > não pouco diz sobre as qualidades estéticas do filme e pouco deveria > importar para um juízo estético do filme. Bem como o fato de não trazer > fórmulas ou diagramas como o Edu sugere (concordo q seria interessante). > Nesse sentido, concordo com o Walter, o filme é ruim pois não tem, na > decupagem, nenhuma contradição. É uma apresentação insossa da personagem, > chapa branca. Seria possível ter feito outra coisa com melhor qualidade > estética, mais contradição, de modo a aores estar ao público - seja ele de > qual origem for - um retrato mais interessante e menos planificada da > personagem. Exemplos de documentários sobre pessoas q são grandes filmes e > q se mostraram sucessos comerciais não faltam. Bem como exemplos de grandes > filmes eivados de contradição q nem por isso deixaram de ser populares Tb > não faltam. Deixo a cada um q busque exemplos em seus repertórios, eu tenho > minhas preferências e posso ser mal entendido se der algum exemplo > certamente não será unânime. Mas fazer filmes assim envolve bem mais q > opções do diretor e respeito à personagem. > Um abraço a todos, > Cass. > -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para [email protected]. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/39be06b8-be0b-4f4c-b196-fefb70b9c278%40dimap.ufrn.br.
