Hummm, esta sua contribuição me pareceu perigosamente próxima da falácia do
espantalho, Marcos...

Você poderia desenvolver melhor o argumento específico que conectaria de
forma necessária (ou mesmo suficiente) o *diploma de GRADUAÇÃO na área X*
com a existência de *interesse ou competência em problemas da área X* por
parte do candidato (eventualmente aprovado pela banca do concurso)?

[]s, João Marcos

On Thu, Dec 15, 2022, 06:53 Marcos Silva <[email protected]> wrote:

> Car@s colegas,
>
>
> aqui vão meus dois centavos de contribuição para esta discussão.
>
>
> Às vezes eu vejo com perplexidade a hegemonia de uma visão liberal e
> meritocrática da universidade e da pesquisa acadêmica nesta lista.
>
>
> Me parece legítimo que um departamento de filosofia, e qualquer outro,
> possa orientar o perfil desejado de um professor de uma universidade
> pública com algumas exigências de formação, sim. Isto não é reserva de
> mercado tanto quanto ações afirmativas para pretos não é racismo reverso.
>
>
> A gente pode querer assegurar, sim, ter um lógico, ou matemático, com
> interesse em filosofia num departamento de filosofia e tentar estimular,
> sim, que um lógico ou matemático procure ter formação em filosofia tb, se
> quiser trabalhar em um departamento de filosofia.
>
>
> Um departamento nao pode intervir para prevenir distorções que podem ser
> muito prejudiciais no medio e longo prazo?  Como, por exemplo, ter um
> docente num departamento de filosofia por 30 anos sem interesse ou
> competência em problemas filosóficos? No modelo atual, isto é possível.
> Alias, voce vê isto em alguns lugares: lógicos ou matemáticos trabalhando
> em um departamento de filosofia com muito pouco ou nenhum interesse em
> filosofia.
>
>
>
> Não há uma resposta fácil para isto no atual modelo de gestão da academia.
> Mas a lógica do “que ganhe o melhor e pronto” nao previne isto. Ou “são as
> publicações que contam”. Isto talvez funcione para alguns países de
> capitalismo central. Mas para um país periférico como o nosso, cheio de
> distorções, assimetrias e desequilíbrios de poder e oportunidades, eu não
> sei. A candidata selecionada simplesmente por produtividade vai ter
> interesse em conseguir bolsas para os alunos e alunas de filosofia? Vai
> procurar recursos para a pos de filosofia? Vai se preocupar em ter uma rede
> de pesquisa e diálogo com a área e com outros departamentos de filosofia?
>
>
> Eu acho que "ganha quem tem o melhor currículo” ou “quem publica mais”
> reforça uma visão individualista e meritocrática que sufoca e sufocou as
> universidades nos últimos anos, está adoecendo muita gente e faz a gente
> ficar extremamente vulnerável, por exemplo, a ataques de um governo de
> extrema direita. Além disso, esta visão é muito nociva para discentes
> periféricos que entram na universidade com muitas deficiências. “Que se
> contrate quem publica mais” vai perpetuar as distorções com as quais nós,
> infelizmente, já nos acostumamos.
>
>
> Acho importante tentar assegurar que um professor ou professora de um
> departamento de filosofia possa orientar alunos e alunas com interesse em
> filosofia, possa fomentar e eventualmente defender, sim, a área de
> filosofia em um ambiente institucional cada vez mais tecnocrata e hostil às
> áreas humanas. Vale sempre lembrar que no Brasil, um professor, num
> departamento de filosofia, além de publicar, também deveria ensinar na
> filosofia, ter atividade de extensão e projetos na filosofia e ser
> eventualmente coordenador da graduação e pos de filosofia.
>
>
> Vale tb pontuar que eu não concordo com a maneira como concursos públicos
> para professores do nível superior são feitas no Brasil. Eu acho
> extremamente constrangedor, por exemplo, pela incrível artificialidade, que
> a gente tenha que fazer uma prova escrita sem consulta por quatro horas de
> um tema sorteado. Em oito anos de docência na universidade eu nunca tive
> que fazer algo sequer parecido com isto.
>
>
> Mas apesar disso, eu realmente acredito que um departamento de filosofia,
> e qualquer outro, deve poder decidir, sim, exigências mínimas de formação
> para tentar prevenir estrategicamente distorções possíveis.
>
>
> Abraços,
> Marcos
>
> On Thu, Dec 15, 2022 at 2:44 PM Julio Stern <[email protected]> wrote:
>
>> Caro Cassiano:
>> Bom dia.
>> Creio que eh Muito importante em um concurso aferir a capacidade do
>> candidato para atuar em funcoes que sejam importantes para a instituicao
>> que o esta potencialmente contratando.
>> Em uma universidade, isto inclui, necessariamente,  >>> (P) Pesquisa +
>> (E) Ensino + (X) Extensao.
>>
>> Como voce me perguntou especificamente sobre o Ensino, faco a respeito
>> alguns comentarios adicionais.
>> Creio que o professor que ministra uma disciplina de graduacao ou pos em
>> uma universidade deva ser capaz orientar seus alunos na area.
>> De preferencia, ser capaz de orientar uma tese no assunto ou, ao menos de
>> fornecer boas ideias sobre futuros assuntos de pesquisa, sobre possiveis
>> orientadores de tese, etc.
>> Ou seja, ter feito ele mesmo uma disciplina de graduacao no assunto, no
>> Jardim de Infancia, no Colegio Tecnico, ou na Graduacao em Filosofia, pouco
>> ou nada contribui para capacita-lo a ensinar Filosofia em uma universidade.
>>
>> Esclareco ainda que estes comentarios nada tem de especial em relacao a
>> area de Filosofia.
>> Sou Professor Titular do IME-USP , o Instituto de Matematica e
>> Estatistica da USP.
>> Tenho Graduacao em Fisica, um Mestrado em Fisica Matematica, outro
>> Mestrado em Engenharia Industrial, um Ph.D. em Pesquisa Operacional, e uma
>> Livre Docencia em Computacao.  ...
>> Voce acha que  Pode?   Poderia?   Deveria ser possivel uma carreira
>> assim?
>> Na minha carreira, isto nunca foi impedimento.
>>
>> As instituicoes onde trabalhei queriam saber da minha capacidade de:
>> (P) Produzir Pesquisa de boa qualidade em Algumas de suas areas de
>> interesse (ressalto que Algumas, Nao Todas, pois isto seria impossivel
>> para a maioria dos mortais);
>> (E) Ensinar com propriedade -- enquanto pesquisador nestas areas --
>> disciplinas de interesse na instituicao;
>> (X) Fazer ou participar  -- enquanto pesquisador nestas areas -- de 
>> Assessorias,
>> Consultorias, ou outras formas relevantes de Extensao.
>> Sem falsa modestia, acho que nao as decepcionei, mesmo sem ter diploma
>> ``bem casado''  (que eh o nome de um docinho muito acucarado e
>> enjoativo).
>>
>> Tudo de bom,  ---Julio
>>
>> ------------------------------
>> *From:* Cassiano Terra Rodrigues <[email protected]>
>> *Sent:* Wednesday, December 14, 2022 10:38 PM
>> *To:* Aldo Figallo-Orellano <[email protected]>
>> *Cc:* Julio Stern <[email protected]>; Daniel Durante <
>> [email protected]>; Lista Lógica <[email protected]>; Joao Marcos
>> <[email protected]>; [email protected] <[email protected]>; João
>> Daniel Dantas <[email protected]>
>> *Subject:* Re: [Logica-l] Concurso Público (FIL-UnB) - Área: Lógica
>>
>> Julio, nessa produção, vc inclui tb docência para o jardim da infância e
>> adolescência ou isso é desprezível?
>> Se for desprezível, discordo veementemente. Acho q deveria contar e muito
>> nos concursos, ao contrário do habitual.
>> Abraços,
>> cass.
>>
>> Em qua., 14 de dez. de 2022 18:37, Aldo Figallo-Orellano <
>> [email protected]> escreveu:
>>
>> Concordo plenamente com o professor Stern.
>>
>>
>>
>> Em qua., 14 de dez. de 2022 18:31, Julio Stern <[email protected]>
>> escreveu:
>>
>> Caros:
>> Para mim,  Jardim de infancia, Primario, Ginasio, Colegio e Graduacao,
>> pertencem a etapas da (pre-) adolescencia, e nao ha a menor justificativa
>> em exigir que, para qq funcao academica, um candidato tenha
>> colegio tecnico ou graduacao disto ou daquilo ---  eh ridiculo.
>> Quanto a pos-graduacao, pode-se obter excelente formacao em
>> Filosofia, e deptos de Filosofia, Matematica, Fisica, Computacao,
>> Antropologia, Historia, etc., etc., etc.
>> Esta balela de exigir diplominha disto ou daquilo tem que acabar.
>> O que interessa eh producao academica,  ponto.
>> Tudo de bom, ---Julio Stern
>>
>> ------------------------------
>> *From:* [email protected] <[email protected]> on behalf of
>> Daniel Durante <[email protected]>
>> *Sent:* Wednesday, December 14, 2022 7:42 PM
>> *To:* Cassiano Terra Rodrigues <[email protected]>
>> *Cc:* Lista Lógica <[email protected]>; Joao Marcos <
>> [email protected]>; [email protected] <[email protected]>; João
>> Daniel Dantas <[email protected]>
>> *Subject:* Re: [Logica-l] Concurso Público (FIL-UnB) - Área: Lógica
>>
>> Oi Cassiano, João Daniel e Colegas,
>>
>> Concordo com tudo o que você disse, Cassiano, só que eu acho que alguém
>> que tem doutorado em filosofia, escolheu dedicar-se à filosofia, e
>> demonstrou alguma competência, já que obteve o título. Qual a razão, então,
>> de privar essa pessoa da possibilidade de dedicar-se à área que escolheu?
>>
>> Veja, não podendo fazer inscrição, a pessoa nem consegue a oportunidade
>> de demonstrar sua capacidade.
>>
>> Será que é medo de que quem não fez graduação em filosofia não consiga
>> dar aula de graduação em filosofia? Bem, se o medo é esse, a exigência
>> deveria ser licenciatura em qualquer área, e não graduação em filosofia. O
>> curso de bacharelado em filosofia, por exemplo, não cobra essa habilidade
>> de seus alunos.
>>
>> Isso sem falar que uma das etapas de todos os concursos é dar uma aula em
>> nível de graduação. Quem não sabe, não passa.
>>
>> Já se o medo é, conforme sugeriu João Daniel, que o candidato com outra
>> graduação não saiba suficientemente filosofia, já que os pontos do concurso
>> são muito especializados em lógica matemática, e o professor vai trabalhar
>> em um departamento de filosofia, então, se o medo é esse, que se mude o
>> programa do concurso e inclua pontos “filosóficos".
>>
>> Aquilo que se espera de um candidato deveria estar expresso nos pontos do
>> concurso e não em uma exigência específica de graduação. Não consigo ver
>> nenhuma preocupação legítima que possa ser motivação para essa exigência de
>> graduação na área que não seja melhor atendida mediante uma elaboração
>> criteriosa do programa do concurso.
>>
>> Saudações,
>> Daniel.
>> -----
>> Departamento de Filosofia - (UFRN)
>> http://danieldurante.weebly.com
>>
>> On 14 Dec 2022, at 14:05, Cassiano Terra Rodrigues <
>> [email protected]> wrote:
>>
>> Camaradas, bons dias.
>> Como se trata de dar opinião,  vou dar a minha, já q sou graduado e pós
>> graduado em filosofia, pela UNICAMP, e tive uma formação pífia em lógica,
>> pois na minha graduação havia 1 único semestre reservado para a disciplina
>> e muito desprezado tanto pelo corpo docente quanto pelo discente. Estou
>> falando da década de 1990, qdo a graduação em filosofia na UNICAMP era
>> recém nascida. Hoje, creio eu, a situação é outra, tanto por parte da carga
>> horária quanto por parte do interesse, e até onde sei muita coisa mudou,
>> não apenas na UNICAMP. da qual podem falar com propriedade quem está lá.
>> No entanto, para fazer o advogado do diabo e tentar apresentar um
>> contexto mais amplo, não posso deixar de lembrar q "reservas de mercado"
>> não surgem do nada e não sobrevivem pairando no céu. Relativamente ao
>> concurso da UnB, o edital diz "graduação em filosofia", o que me parece
>> incluir licenciatura e bacharelado, não? Posso estar enganado, não li o
>> edital todo, mas se for realmente isso, a pessoa pode ter bacharelado em
>> matemática, engenharia ou direito e licenciatura em filosofia (ou
>> vice-versa) e estaria apta a prestar o concurso. Se for isso mesmo, não
>> vejo tanto problema na exigência; é restritivo, mas nem tanto. Digo isso pq
>> acho q cabe aqui lembrar q a carreira docente nas universidades brasileiras
>> inclui a docência, apesar de muita gente não gostar disso. E a realidade no
>> Brasil é q há mais cursos de filosofia com professores q são formados em
>> teologia ou direito do q em filosofia (a CAPES, até bem pouco tempo,
>>  reunia as áreas de Teologia e Filosofia, e a separação não mudou a
>> realidade). Isso incapacita os professores a priori? Não creio q seja o
>> caso. Mas é um fato a se pensar q nem Aristóteles, nem Galileo enfrentaram
>> o contexto da profissionalização q hoje é imprescindível. Diploma não é
>> garantia de conhecimento, mas se prescindirmos dos diplomas, então q seja
>> abolida também a estrutura disciplinar, departamental e burocrática q
>> sustenta a universidade como instituição de produção capitalista de
>> conhecimento (lembremos q a "modernização" departamental foi uma imposição
>> do regime militar, severamente criticada à época; hj, é praticamente um
>> dado da natureza, tamanha a falta de questionamento). Não me parece q temos
>> o q por no lugar em nenhum país do mundo e isso nada tem q ver com recusar
>> a interdisciplinaridade; inclusive, eu diria q no atual estágio de
>> capitalização das universidades no mundo, a interdisciplinaridade é um
>> fator desejado para a reprodução do capital. Eu mesmo faço um elogio da
>> interdisciplinaridade e sou a favor de concursos abertos à diferentes
>> áreas, mas é preciso defender a especificidade da formação ao mesmo tempo,
>> não apenas para a pesquisa, mas sobretudo para a docência, pois a
>> interdisciplinaridade no conhecimento vem do aprofundamento específico - é
>> por aprofundar o conhecimento na sua área q alguém busca o de outras,
>> deixem-me dizer assim - é o próprio desenvolvimento das questões q leva à
>> necessidade de recorrer a outros saberes, pois conhecer, pesquisar,
>> filosofar ou fazer ciência são atividades essencialmente comunicativas. No
>> contexto de fragmentação das áreas de conhecimento, a filosofia, coitada,
>> parece q perdeu tanto terreno q até hoje sofre a perda da identidade, mas
>> tb sofre de falta de respeito por parte de outras áreas, q são
>> esquizofrênicas qdo se trata de lidar com a filosofia. Se é possível
>> filosofar em alemão, tupi ou mesmo português, e poetas e até donos de
>> padaria filosofam, ao mesmo tempo filosofia não é qualquer coisa q basta
>> querer fazer para conseguir. A esquizofrenia está aí: ninguém sabe o q é
>> filosofia, mas todo mundo quer filosofar e acha q consegue. Longe de mim
>> dizer quem pode ou não fazer qq coisa, mas entre a intenção e o gesto vai
>> uma distância e não me parece q seja possível muito menos desejável
>> escamotear q para não ficarmos presos ao senso comum é fundamental a
>> sistematização formal do conhecimento (e isso é um direito q as escolas
>> públicas devem garantir aos estudantes, aliás). Ao mesmo tempo, na minha
>> avaliação, o insulamento da área de filosofia no Brasil levou a tal
>> ignorância e descolamento da realidade q resultaram em elitismos
>> vergonhosos; mas mesmo internamente à filosofia o insulamento é terrível,
>> muitos sequer reconhecem a importância de estudar com um mínimo de
>> seriedade algo q não está na sua prateleira elegida (não é de escolhas
>> pessoais q falo, afinal, cada um escolhe a sua área de dedicação por razões
>> psicológicas, qdo a situação o permite). Felizmente, penso, isso está
>> mudando, ainda que talvez de modo muito indutivo. O diploma garante alguma
>> coisa, nesse sentido? Acho q não, ou muito pouco. Mas o diploma, não como
>> documento, mas como resultado de um percurso, é prescindível? Não creio q o
>> seja e acho q poderia ser melhor.
>> Perdoem-me o relato pessoal, mas não é por desabafo, é para levar ao
>> ponto q o faço. Na minha graduação, tive péssimos professores formados em
>> qualquer área, simplesmente pq, apesar de contratados e pagos como
>> professores, detestavam lecionar.  Eu tb não gostava tanto assim de ir às
>> aulas, então, não faço condenações pessoais. E gostar de lecionar, é claro,
>> tampouco garante a qualidade da aula. O ponto é o sentido da formação e o
>> compromisso com a formação, q a meu ver deve necessariamente ir além do
>> carreirismo pessoal. Muitos professores ainda hoje não lecionam um único
>> curso sequer em vários anos ou, se conseguem, lecionam apenas na
>> pós-graduação cursos q interessam aos seus orientandos (a UNICAMP era uma
>> bolha elitista, naquela época; basta citar q havia pouquíssimos cursos
>> noturnos e muitos em período integral). Já ouvi de mais de um colega q dar
>> aulas é como um pedágio para fazer pesquisa. Então, pra q serve a
>> indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão? Nem vou falar da
>> função social da extensão, ultimamente muito debatida. Mas a continuar essa
>> mentalidade, tanto faz o diploma, pois é muito fácil lecionar a bel-prazer.
>> Falta de compromisso pedagógico e liberdade docente são coisas bem
>> diferentes, e, falando especificamente agora, planejar e executar um curso
>> de lógica que dialogue com a formação em filosofia, da perspectiva da
>> lógica contemporânea, não é fácil e exige muito mais q conhecimento da
>> disciplina, exige tanto formação em lógica e filosofia quanto formação
>> pedagógica. Nesse sentido, é mesmo estranho q nesse edital a filosofia
>> esteja ausente. Mas o q me parece ruim mesmo é a falta de exigência
>> pedagógica, o q fica a critério da banca, no fim das contas. Mas será q o
>> bacharelado basta e isso pode ser relegado ao juízo da banca? Faz sentido,
>> pq, afinal, o último projeto nacional de formação de professores foi de
>> fato o Normal (o Magistério foi um remanejamento para baixo do Normal) e as
>> licenciaturas não dão conta dessa tarefa.
>> Eu entendo q a finalidade da pesquisa é a formação do estudante, pois sem
>> isso a própria pesquisa não continua, então acho muito complicado q para
>> concursos de instituições regidas pela indissociabilidade citada baste o
>> diploma de bacharel e a prova didática seja avaliada por pessoas cuja única
>> formação docente é, na maioria das vezes, a própria experiência ou quase
>> isso. Não vejo muito outro jeito, pois de temos de partir do real, mas sem
>> imaginar um futuro diferente fica difícil mudar.
>>
>> Saudações,
>> cass.
>> On Wednesday, December 14, 2022 at 11:17:16 AM UTC-3 Joao Marcos wrote:
>>
>> > Me parece que a questão é a completa ausência de temas relacionados a
>> filosofia da lógica em um concurso para um departamento de filosofia.
>>
>> Não sei se dá para dizer que esta é "a questão", nesta thread, mas
>> certamente é uma _outra questão_ importante, além daquela que foi
>> levantada por João Ferrari.
>>
>> Vários anos atrás rolaram algumas conversas aqui interessantes sobre
>> que temas deveriam fazer parte de um concurso como este. Uma thread
>> nesta direção, do longínquo ano de 2008, foi esta, na qual
>> participaram em particular os saudosos amigos Andrea Loparic e Carlos
>> Gonzalez:
>>
>> https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/g/logica-l/c/aBuc6Lyg4R0/m/y3OqInfGt6IJ
>>
>> Teria sido interessante acompanhar a evolução do tema ao longo dos
>> anos, com a coleta evidencial de programas de concursos que já
>> ocorreram, no país, para a área de Lógica na Filosofia. (Fiz isso
>> durante vários anos, e divulguei sempre nesta lista. Depois me
>> cansei, tendo notado haver pouco interesse na área de Filosofia para
>> dar continuidade a este diálogo.)
>>
>> > O candidato que domina os 10 temas do concurso não necessariamente sabe
>> sobre como fazer filosofia. Independente da graduação.
>>
>> E será que a _graduação_ específica em Filosofia, neste caso,
>> garantiria que o candidato aprovado "sabe sobre como fazer filosofia"?
>> (Esta questão particular está claramente relacionada à questão
>> original desta thread.)
>>
>> []s, JM
>>
>>
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>> Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de
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> Marcos Silva (UFPE/CNPq)
> Philosophy Department
> Federal University of Pernambuco, Brazil
> Director of Graduate Studies (PPGFIL/UFPE
> <https://www.ufpe.br/ppgfilosofia/>)
> Editor-in-chief Revista Perspectiva Filosófica
> <https://periodicos.ufpe.br/revistas/perspectivafilosofica>
> https://sites.google.com/view/marcossilvaphilosophy
> "amar e mudar as coisas me interessa mais"
>

-- 
LOGICA-L
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