Obrigado João por lembrar da Hilda Hilst.

Tomei muitas garrafas de uísque de qualidade  meio duvidosa com ela, muitas
vezes ela me pedia "venha aqui, traga uma garrafa de uísque, tem mais
gente, estou sem grana para isso".

Eu passava no supermercado comprava o que tinha lá tipo "uísque de balada",
e era uma noite engraçadíssima, sempre tinha uns estudantes.

Mas ela sabia que eu não gostava de escatologia para vender livros. Fui
contra quando ela escreveu a um certo ex-reitor da Unicamp,  que se
acredita poeta, "Por que você não escreve seus poemas no seu  xxx, talvez
assim alguém leia?"

Ela mesmo dizia " so escrevo isso porque  estou velha e pobre , e agora os
idiotas compram. Quando eu escrevia coisa seria ninguém lia".

Não se trata de conservadorismo linguístico, mas de tentar defender o bom
gosto. Não gosto de palavrão em aula por exemplo, nem dos mais
moderninhos.  Só acho desnecessário e vulgarizante.

JM escreveu:

PS: Walter, tendo em vista que você era amigo pessoal da Hilda Hilst,
surpreende-me sobremaneira que você agora assuma esta postura
"linguística" conservadora...

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