Obrigado João por lembrar da Hilda Hilst. Tomei muitas garrafas de uísque de qualidade meio duvidosa com ela, muitas vezes ela me pedia "venha aqui, traga uma garrafa de uísque, tem mais gente, estou sem grana para isso".
Eu passava no supermercado comprava o que tinha lá tipo "uísque de balada", e era uma noite engraçadíssima, sempre tinha uns estudantes. Mas ela sabia que eu não gostava de escatologia para vender livros. Fui contra quando ela escreveu a um certo ex-reitor da Unicamp, que se acredita poeta, "Por que você não escreve seus poemas no seu xxx, talvez assim alguém leia?" Ela mesmo dizia " so escrevo isso porque estou velha e pobre , e agora os idiotas compram. Quando eu escrevia coisa seria ninguém lia". Não se trata de conservadorismo linguístico, mas de tentar defender o bom gosto. Não gosto de palavrão em aula por exemplo, nem dos mais moderninhos. Só acho desnecessário e vulgarizante. JM escreveu: PS: Walter, tendo em vista que você era amigo pessoal da Hilda Hilst, surpreende-me sobremaneira que você agora assuma esta postura "linguística" conservadora... -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para [email protected]. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CA%2Bob58OGsBT5y6B%3DvnnY%2Bz91CbZx7Occ6t6C7b%2BrdVrMHzO8YA%40mail.gmail.com.
